quinta-feira, fevereiro 09, 2012

In my Mailbox #3

Os gastos de Fevereiro já começaram mas francamente é meu objectivo este mês não gastar tanto dinheiro no meu vício. Digamos que o mês de Janeiro foi o descontrolo total *cof cof* Anyway... fiz duas encomendas pelo BookDepository e em exactamente 8 dias - como prometido - chegou o primeiro livro.



The Man who Broke into Auschwitz é o relato na primeira pessoa de Denis Avey quando durante a Segunda Guerra Mundial trocou de lugar com um judeu no campo de concentração Buna-Monowitz mais conhecido como Auschwitz III, acabando por viver ele próprio a experiência que o iria marcar para o resto da sua vida. Conseguiu sobreviver e ser testemunha de uma das realidades mais cruéis em toda a História da Humanidade. Com 91 anos recebeu das mãos do Primeiro ministro Britânico Gordon Brown a 22 de Janeiro de 2010 a medalha British Heroes of the Holocaust tornando-se a segunda pessoa de um conjunto total de vinte e sete a recebe-la ainda vivo.



Those who do not remember the past are condemned to repeat it
 (George Santayana)

terça-feira, janeiro 31, 2012

Turned Pages #2

 Ao abrir aleatoriamente as páginas de Wizard's First Rule, volume 1 da Saga Sword of Truth da autoria de Terry Goodkind...

...He would be the spark of light and life in that blackness that would lead her back to this world, to him. 
'Kahlan, I am here. I won't leave you. You are not alone. I am your friend. Trust in me.' He gently squeezed her shoulders. 'Come back to me. Please.' He pictured the white-hot light in his mind, hopping it would help her. Please, dear spirits, he prayed, let her see in. Let it help her. Let her use my strength.
'Richard?' She called out the name as if searching for him.

Bem a frase está em inglês porque eu estou a ler o original. Depois da minha última leitura ter sido O Nome do Vento de Patrick Rothfuss existe uma coisa que eu gostava de fazer: pegar em Kahlan e na sua personalidade e agitá-la em frente dos olhos de Rothfuss para ver se ele aprende a fazer personagens femininas como deve ser (bem eu gostei da mulher que empresta dinheiro a Kvothe mas a Denna? pfff... enfim). Eu procurei o entendimento da minha revolta e acabei por concluir que antes de Rothfuss eu li Hobb - praticamente passei de uma escritora que nos consegue apresentar mais de uma mão cheia de personagens complexas e tridimensionais para o estilo de Rothfuss que é centrado em Kvothe-e-o-que-existe-à-volta-é-paisagem. Bem estou a fugir ao objectivo principal desta rubrica e já tinha dito a mim mesma que fazia as pazes com o senhor Rothfuss quando começasse a ler o segundo volume Wise Man's Fear.

Gostei da acção por detrás desta frase e em resumo Richard (o personagem masculino principal) pede a Kahlan para ela lhe dar algumas respostas sobre como ela veio parar a Westlands e ela ao ter de recordar uma viagem que a fez literalmente atravessar o submundo começou a entrar em pânico e desespero. Esta é uma pessoa que devido à sua natureza nunca teve um amigo e depara-se primeira vez com esses sentimentos vindos de um desconhecido que acaba por ajudá-la a fugir a um grupo de assassinos que a perseguiam.

A ansiedade de Richard e ternura em contraste com Kahlan que tem uma personalidade mais fechada acabam por libertar a segunda na primeira vez que a vemos ceder à sua máscara de segredos por contar. Estou a gostar imenso deste livro e só vou em precisamente 114 páginas de leitura quando o próprio livro possui 774 e na colecção existem mais 11 volumes (incluindo a prequela). Tenho em mim a expectativa de que este autor se torne especial para mim. A ver vamos...

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Palavras de bom tom

Fantasy is hardly an escape from reality. It's a way of understanding it. 
- Lloyd Alexander

Tenho andado desaparecida aqui do meu cantinho devido aos exames de final de semestre mas espero voltar a escrever com assiduidade em Fevereiro. De momento comecei a ler a Saga Sword of Truth de Terry Goodkind, o primeiro volume Wizard's First Rule até agora está a tomar passo de narração e a explicar o mundo em que nos encontramos o que é sempre uma parte interessante de qualquer livro, que acaba por influenciar em muito a primeira sensação que temos da leitura. 

Quando voltar espero conseguir por em dia as minhas rubricas e desenvolver uma nova que tenho andado a magicar... Também estava a pensar ter a minha primeira experiência com um Audiobook que partilharia por aqui. Nunca li nada com a autoria de Lloyd Alexander mas a sua frase fez-me pensar e decidi partilhá-la juntamente com a minha vaga desculpa de ausência.

Boas leituras

terça-feira, janeiro 24, 2012

Patrick Rothfuss, O Nome do Vento

Início da Leitura 11 de Janeiro & Final da Leitura 23 de Janeiro
966 páginas


"Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon: Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam."
Assim se inicia uma história sem igual na literatura fantástica, a história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem que busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou, fizeram nascer uma lenda.



Opinião Geral: Tinha altas expectativas para esta leitura porque foram muitos os comentários positivos que a rodearam desde que foi editada no nosso cantinho lusitano. Para mim foi uma obra de altos e baixos o que acaba por não ser uma crítica pois raro é o livro que não o é. O que guardei em mente para expor por aqui foi que este autor é conhecido por este ser o seu primeiro trabalho e que o iniciou porque queria escrever a história perfeita para si. E o que acabou por me chegar às mãos foi uma imaginação incomum mas muito cativante numa história e personagem principal que soa muito a outros tantos que já li. Kvothe é uma criança de intelecto excepcional que fica órfão e toma para si a tarefa de descobrir mais sobre os assassinos dos seus pais e ao longo dessa busca acaba por tropeçar nas mais variadas situações que o tornarão um herói de lendas. Por aqui se percebe o porquê da contra-capa "aconselhar" a leitura aos fãs de Harry Potter mas sinceramente sendo uma fã da Rowling - principalmente para os mais pequenos que gostam de Harry Potter - não podia discordar mais, a narrativa e espaço de acção continuam a ser muito diferentes. É uma história complexa em que apenas seguimos mais o desenvolvimento de Kvothe, acabando as outras personagens por serem usadas e colocadas na narrativa para ajudar a personagem principal a fazer algo ou a chegar a algo. Entreteve-me mas acabou por não me surpreender porque não consegui superar os clichés literários e a maneira como foram desenvolvidos contudo não perco a esperança de que o segundo volume vai ser melhor.

Momento Preferido: Talvez os mais simples... quando Kvothe encontra tempo para praticar o seu alaúde na companhia de Auri, quando ganha as flautas de prata no concurso da taberna e quando conhece Skoivan Schiemmelpfenneg, aquelas linhas escritas com sotaque foram muito divertidas de ler. Os interlúdios também considerei bastante interessantes, não estando assim a dizer que os outros momentos na narrativa não tenham sido também empolgantes e até dramáticos (como a parte da sua infância como mendigo).

Melhor Personagem: Tenho que dizer Kvothe, pois é a única desenvolvida o suficiente para conseguir ter uma opinião justa sobre ele. Contudo se o pudesse conhecer aconselhava-o com algo do género: "oh homem tem lá calma! não precisas de fazer tudo! tipo descobrir o sentido do universo, enquanto dominas obras complexas de alaúde, apoiaste só num pé e estás mergulhado num aquário cheio de tubarões!". Pronto, pronto eu não gostei muito do facto de ele com 8 e 12 anos já ser um prodígio em crescimento, todas as crianças são curiosas e ávidas de conhecimento quando pequenas mas Kvothe se clinicamente analisado ou possui mesmo um QI muito acima da média ou roça a definição de aberração. 

Pior Personagem: Não gostei de Denna. Está lá para Kvothe se apaixonar e Rothfuss escrever frases bonitas. Não é ter uma faca na saia que a faz uma "mulher de armas", não é desaparecer e aparecer sem nunca dar satisfações que faz dela uma mulher misteriosa. Enfim acho que embirrei um bocado com ela, apesar de gostar quando dá umas respostas tortas a Kvothe para ele se calar um bocado. 
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O Nome do Vento da Colecção Mil e Um Mundos tem como título original The Name of the Wind é da autoria de Patrick Rothfuss e em Portugal é traduzido por Renato Carreira e publicado pela Gailivro.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Ritterschlag


O melhor video de pequena animação que já vi sobre dragões! Juntamente com a princesa mais badass de sempre :D E como os dragões são as minhas criaturas de fantasia preferidas decidi partilhar por aqui esta pérola.

É a simples história de um pai dragão a ensinar ao seu filhote como dar tareia aos cavaleiros que vêem resgatar a princesa indefesa.