sexta-feira, janeiro 11, 2013

Balanço de 2012

Ao dar uma vista de olhos pelo meu desafio do Goodreads de 2012, claramente saltam dois temas dominantes no meu ano de 2012: o da fantasia e o Universo Marvel. O primeiro é simplesmente um dos meus preferidos e uma constante nas minhas escolhas de novos livros e o segundo acho que foi muito ajudado pela minha curiosidade depois de ter visto o filme dos Avengers no verão e pela colecção que o jornal público fez. 

Noto que se calhar este ano li menos livros do que em anos anteriores, e acho que foi essa sensação que me fez aumentar o desafio para 2013 de 30 livros para 50. apesar de tudo tive muitas surpresas e livros que acredito ir ler e reler uma vez mais no futuro. Por isso vou tentar seleccionar uma pequena lista dos meus livros favoritos de 2012.


Watership Down1. Watership Down de Richard Adams

Quando vi este livro nas prateleiras da Fnac não podia acreditar... as recordações de infância inundaram-me de nostalgia! Eu adorava ver o desenho-animado Watership Down e até já o voltei a rever agora, ler o livro foi uma experiência completa. Definitivamente, o meu livro favorito de 2012 foi este. Pela sua simplicidade em demonstrar o complexo, pelo entretecer das vidas de pequenos coelhos, que na sua simples existência nos conseguem maravilhar com o seu lore e aventuras! É uma escolha muito pessoal mas que acredita seja capaz de maravilhar muitos outros leitores. É um livro que retrata sensibilidades da natureza humana em criaturas mais simples, mas que nos faz pensar, como todos os bons contos de moral.




The Eye of the World (Wheel of Time, #1) 2. The Eye of the World de Robert Jordan

Adoro ler sagas, é um dos meus géneros de literatura preferidos e por isso para 2012 tinha me desafiado a começar a ler os livros de Robert Jordan e ainda bem que o fiz. Tudo me consegue cativar na escrita desta aventura, as personagens e as suas origens e motivações, os locais e o país que nos é dado a conhecer e visitar, a riqueza no detalhe é quase que incomparável (a não ser com o próprio mestre do género, Tolkien) principalmente na descrição das diferentes culturas. Para quem gosta da eterna luta do Bem contra o Mal, para quem se delicia com magia, criaturas fantásticas, perigos eminentes e romances inesperados. De tudo um pouco Robert Jordan aborda, porque de tudo um pouco é feita a vida.




The HobbitThe Lord of the Rings 3. A trilogia do Senhor dos Anéis e O Hobbit de J. R. R. Tolkien

Fã dos filmes já perdi a conta às vezes que os vi, e no dia de estreia do Hobbit lá estava. Não é possível dizer poucas palavras sobre Tolkien, toda a legião de leitores a si fieis que cada geração que se segue se cativa pelo autor é prova suficiente de que a sua obra é intemporal. Há muito que queria ler os seus livros e finalmente em 2012 consegui começar o meu desejo. Já tenho outros em espera para começar também este ano, pois é um objectivo meu conseguir comprar a obra completa do autor.



Dissolution (Matthew Shardlake, #1)4. Dissolution de C. M. Jansom 

Outro género pelo qual tenho um interesse especial é o histórico/romance, principalmente os que têm palco nos tempos da monarquia Inglesa. Dissolution foi umlivro que comprei por impulso durante o Verão, quando o bichinho pelo género de livro começava a morder, e ainda bem que o fiz. Passa-se na época da Reforma, e a personagem principal Matthew Shardlake é um advogado corcunda que é incumbido por Thomas Cromwell de investigar um assassinato num mosteiro em nome de sua majestade Henrique VIII. Muito ao estilo de "O Nome da Rosa" este livro prendeu-me à suas páginas até à última palavra. É o primeiro de uma série que de certeza vou tentar completar. 




Fahrenheit 4515. Fahrenheit 451 de Ray Bradbury  

Ray Bradbury aqui a representar outro género de preferência nos meus hábitos literários, a ficção científica. Este é outro livro que queria ler há imenso tempo. Afinal trata-se da proibição dos livros numa sociedade completamente dedicada às tecnologias. Fez-me pensar sobre o futuro dos livros e o seu real impacto na vida das pessoas através do conhecimento que conseguem transportar ao longo de séculos. Gostei particularmente do estilo de narrativa e da capacidade da escrita de me colocar no lugar do protagonista, as suas angústias quase que saltando das folhas para me confrontar com os seus dilemas. E por isso foi o meu preferido do género este ano.



Limpar o pó

Há já algum tempo que não actualizo o meu blog, poderia culpar tanto a vida agitada como a simples preguiça, seja como for nenhuma delas neste momento me impede de pelo menos admitir algumas saudades.
 
Talvez o truque seja manter as coisas simples e aos poucos ir construindo de novo.

Bem, vamos lá limpar este pó e tentar começar de novo.

quarta-feira, maio 16, 2012

O Mago - Aprendiz, Raymond E. Feist

Uma surpresa... Ultimamente ando a ler o Frankenstein de Shelley e o Lord of the Rings de Tolkien ambos em inglês e à sete dias deu-me a súbita vontade de ler algo em Português. Fui à Feira do Livro de Lisboa e por impulso e pura curiosidade comprei este livro. Foi a melhor surpresa que pude ter, já não lia um livro em menos de uma semana à algum tempo... em parte devido ao tempo tomado pelos trabalhos da faculdade e este eu simplesmente não consegui largar. A escrita de Feist surpreendeu-me pelo seu humor fresco e acutilante, as suas personagens bem desenvolvidas, uma apresentação de culturas do mais variado que já vi numa única obra e por um passo de narrativa limpo e rápido. Fico verdadeiramente feliz por ter tido conhecimento deste autor. E assim que juntar uns parcos euros que tanto tendem a fugir de nós hoje em dia planeio comprar o resto da colecção. A personagem principal funde-se com as outras o que é muito refrescante quando penso que ultimamente tenho lido muitos livros em que o autor usa apenas os restantes personagens e acção para enaltecer o personagem principal, como senão houvesse espaço para pessoa mais honrada e especial no mundo. Outro sentimento com que fiquei no final da leitura foi que Feist consegue trazer-nos à intimidade dos seus personagens de forma subtil e muito harmoniosa, tanto na maneira como nos são apresentados como posteriormente as suas acções são acompanhadas. Definitivamente um livro que merece o seu lugar na primeira prateleira da estante.

sábado, maio 12, 2012

Deuses americanos, Neil Gaiman

Já à algum tempo que não saia do género da literatura fantástica para algo diferente. E talvez tenha sido por isso que peguei finalmente n'Os Deuses Americanos de Neil Gaiman que já tinha na prateleira desde o Natal... Fiquei positivamente surpreendida com uma história inovadora e deliciosamente bizarra. Quando acabei de o ler lembro-me que o meu primeiro pensamento foi de que não podia dizer que já tinha lido algo do género, nem que me lembrei ao longo da leitura de fazer associações com outras histórias e enredos de outros autores do mesmo estilo, como por vezes é inevitável acontecer nos livros que têm como cenário uma corte e um rei com dois filhos um todo luz e outro todo sombra... 

A narração dos Deuses e de como se integram na sociedade é fascinante e uma janela quase que realista... como se fosse para acontecer e tivesse de existir realidade na imaginação então seria muito próximo do que Gaiman nos transmite. O desenvolvimento de todas as personagens é fascinante e foi um livro que na última página deixou-me uma boa sensação e vontade de ler algo mais do mesmo autor.



quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Weis & Hickman: Dragonlance Chronicles #1, Dragons of Autumn Twilight



by Margaret Weis & Tracy Hickman
Published December 21st 2010 by Wizards of the Coast (first published 1984)
ISBN 0786915749 (ISBN13: 9780786915743)
Edition language: English
Original title: Dragons of Autumn Twilight (Dragonlance Chronicles, #1) 444 pages
Series: Dragonlance: Chronicles #1, Dragonlance #1


I'm a big fan of Fantasy and the universe of Dungeons and Dragons always captivated my curiosity. In that line of thoughts the Dragonlance Saga was something that I needed to investigate and with a little bit of research in the internet about the “order to read” I started with the Dragonlance Chronicles being the first volume of that trilogy the Dragons of Autumn Twilight. In reality I bought the Omnibus version of the Chronicles but I decided to do the reviews individually anyway.

And sincerely it was a real pleasure reading the adventure of the companions in this first book. Tanis Half-Elven a half-elf and the leader of the group, Sturm Brightblade one of the last Knights of Solamnia, Goldmoon Chieftain Daughter of the Que-Shú tribe and the first true cleric of good since the Cataclysm always accompanied by her lover Riverwind also a barbarian of the same tribe, Caramon Majere a strong warrior and is twin brother Raistlin Majere a Mage of the Red Robes, Flint Fireforge a gruff old dwarf and old friend of Tanis and finally but not less important Tasslehoff Burrfoot a happy-go-lucky not so innocent kender. Yeah! A big group and with bigger adventures in front of them because Krynn the world were this stories take place is once again – since the Cataclysm era – threatened by the forces of Evil Dragons, Dragon Highlords and the Queen of Darkness their leader to the destruction of Krynn.

In resume Dragons of Autumn Twilight treats three major points: the introduction of the heroes (their personality, motivations, back stories…), the encounter of Goldmoon and the journey she as to make to become a cleric of the Goddess of Good Mishakal and the first time the companions fight directly the forces of evil – in this case Verminaard the Dragon Highlord in Pax Tharkas and Pyros a Evil and powerful red dragon. For me all these characters were memorable in the end of the book, I didn’t just forget them in the turn of the last page and that shows how engaging all they were for the story.

The good points for me in Weis and Hickman writing is the well passed action, the opportunity to view the point of the various characters and the way they construct the good ones and the bad ones. Some people told me that for their tastes it was a stereotypical story with stereotypical characters and to them I said and what’s the problem? Because for me literature genres like Fantasy or Sci-Fi will always have characters or plots that we can identify with in more than one story that’s the cause behind of it being a literature genre. And in this particular case I just loved it and had really fun for the reason that I simply admire the constructs behind the characters and can see pass their races and fighting styles associated with the games and board games released before the stories. So I’m excited to begin the second book Dragons of Winter Night.