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terça-feira, fevereiro 14, 2012

Sir Arthur Conan Doyle, As Aventuras de Sherlock Holmes III

Início e Fim da Leitura 12 de Fevereiro
95 páginas




As Aventuras de Sherlock Holmes incluem originalmente doze contos de aventuras do detective Sherlock Holmes, publicados em 1892. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1891 e 1892. Neste terceiro livro de aventuras estão reunidos A Liga dos Cabeça Vermelha, O Solteirão Nobre e As Faias Cor de Cobre.


Opinião Geral: Sir Arthur Conan Doyle é sem sombra de dúvida um dos meus autores preferidos do género que soube criar e fazer crescer tão bem. As suas personagens são até hoje queridas e conhecidas resistindo com impressionante facilidade ao esquecimento que o tempo proporciona por vezes a outros autores. Esta compilação de contos nesta colecção de pequenos livros é para mim o livro ideal para transportes pois são muito fáceis de transportar e simplesmente deliciosos de ler, para quem aprecia o género. Dos três contos o meu preferido foi As Faias Cor de Cobre porque tenho preferência de entre os contos de Doyle para aqueles em que quem solicita a ajuda do famoso detective é uma pessoa normal da comunidade londrina digamos tomando como comparação todos os casos que Holmes resolveu para a realeza Europeia, Duques, Banqueiros e outras figuras sociais mais importantes. Além disso a singularidade deste fez me lembrar O Carbúnculo Azul - a que o próprio Dr. Watson faz referência - que é um dos meus preferidos. O passo da narrativa também é interessante porque é pelos olhos de Miss Hunter - a governanta que pediu ajuda a Holmes - dando nos a nós a oportunidade de sermos os olhos do detective, o que para mim é óptimo visto ter o vicio de tentar solucionar o enigma antes de ler a conclusão final da lógica do mais famoso detective da literatura britânica.

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Aventuras de Sherlock Holmes III é da autoria de Sir Arthur Conan Doyle e esta pequena colecção foi publicada pela Global Notícias.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Patrick Rothfuss, O Nome do Vento

Início da Leitura 11 de Janeiro & Final da Leitura 23 de Janeiro
966 páginas


"Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon: Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam."
Assim se inicia uma história sem igual na literatura fantástica, a história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem que busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou, fizeram nascer uma lenda.



Opinião Geral: Tinha altas expectativas para esta leitura porque foram muitos os comentários positivos que a rodearam desde que foi editada no nosso cantinho lusitano. Para mim foi uma obra de altos e baixos o que acaba por não ser uma crítica pois raro é o livro que não o é. O que guardei em mente para expor por aqui foi que este autor é conhecido por este ser o seu primeiro trabalho e que o iniciou porque queria escrever a história perfeita para si. E o que acabou por me chegar às mãos foi uma imaginação incomum mas muito cativante numa história e personagem principal que soa muito a outros tantos que já li. Kvothe é uma criança de intelecto excepcional que fica órfão e toma para si a tarefa de descobrir mais sobre os assassinos dos seus pais e ao longo dessa busca acaba por tropeçar nas mais variadas situações que o tornarão um herói de lendas. Por aqui se percebe o porquê da contra-capa "aconselhar" a leitura aos fãs de Harry Potter mas sinceramente sendo uma fã da Rowling - principalmente para os mais pequenos que gostam de Harry Potter - não podia discordar mais, a narrativa e espaço de acção continuam a ser muito diferentes. É uma história complexa em que apenas seguimos mais o desenvolvimento de Kvothe, acabando as outras personagens por serem usadas e colocadas na narrativa para ajudar a personagem principal a fazer algo ou a chegar a algo. Entreteve-me mas acabou por não me surpreender porque não consegui superar os clichés literários e a maneira como foram desenvolvidos contudo não perco a esperança de que o segundo volume vai ser melhor.

Momento Preferido: Talvez os mais simples... quando Kvothe encontra tempo para praticar o seu alaúde na companhia de Auri, quando ganha as flautas de prata no concurso da taberna e quando conhece Skoivan Schiemmelpfenneg, aquelas linhas escritas com sotaque foram muito divertidas de ler. Os interlúdios também considerei bastante interessantes, não estando assim a dizer que os outros momentos na narrativa não tenham sido também empolgantes e até dramáticos (como a parte da sua infância como mendigo).

Melhor Personagem: Tenho que dizer Kvothe, pois é a única desenvolvida o suficiente para conseguir ter uma opinião justa sobre ele. Contudo se o pudesse conhecer aconselhava-o com algo do género: "oh homem tem lá calma! não precisas de fazer tudo! tipo descobrir o sentido do universo, enquanto dominas obras complexas de alaúde, apoiaste só num pé e estás mergulhado num aquário cheio de tubarões!". Pronto, pronto eu não gostei muito do facto de ele com 8 e 12 anos já ser um prodígio em crescimento, todas as crianças são curiosas e ávidas de conhecimento quando pequenas mas Kvothe se clinicamente analisado ou possui mesmo um QI muito acima da média ou roça a definição de aberração. 

Pior Personagem: Não gostei de Denna. Está lá para Kvothe se apaixonar e Rothfuss escrever frases bonitas. Não é ter uma faca na saia que a faz uma "mulher de armas", não é desaparecer e aparecer sem nunca dar satisfações que faz dela uma mulher misteriosa. Enfim acho que embirrei um bocado com ela, apesar de gostar quando dá umas respostas tortas a Kvothe para ele se calar um bocado. 
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O Nome do Vento da Colecção Mil e Um Mundos tem como título original The Name of the Wind é da autoria de Patrick Rothfuss e em Portugal é traduzido por Renato Carreira e publicado pela Gailivro.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Robin Hobb, A Vingança do Assassino V.4

Início da Leitura 29 de Dezembro & Final da Leitura 6 de Janeiro
455 páginas


 FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis.
Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel... Não perca mais um excepcional volume da Saga do Assassino recheado de emoção, magia pura e personagens memoráveis.


Opinião Geral: De todos os livros desta Saga que li até agora na minha opinião o ponto alto deste é a oportunidade de vermos Fitz agir por ele próprio, fazer escolhas, errar, aperceber-se das suas fraquezas e do peso que as pessoas mais chegadas tinham na sua vida. Depois de regressar dos "mortos" a revolta parece não ter fim no seu coração o que me levou aquela vontade de puxá-lo do livro e dar-lhe um carolo por estar a agir como uma criancinha a fazer birrinhas mas à medida que a narrativa prossegue não consegui deixar de admitir que a Hobb não lhe deu tréguas neste volume - e ainda por cima tanta gente que já leu o livro diz que ele ainda tem de passar mais uns tempos difíceis coitado do rapaz. Adorei o surgimento de outras pessoas com a Manha - ou como elas me corrigiriam, o Sangue Antigo - uma oportunidade excelente de explorar esse pormenor da história ainda que breve, mas espero que ao longo dos próximos livros tenhamos direito aquele treino prometido a Fitz, apesar de lá no fundo achar que para o desenvolvimento do plot principal este livro parece que teve muitos desvios, o principal de todos esta toda ideia de Vingaaaançaaaa dramática e um bocado irritante mas pronto... ah! E não acompanhamos muito as outras personagens mas acredito que omelhor está para o fim como sempre e que o próximo volume desta saga promete.

Momento Preferido: Quando Olhos-de-Noite abandona Fitz para se juntar a uma alcateia. Foi muito interessante para o seu desenvolvimento como personagens independentes. Gostei particularmente quando têm aquela conversa sobre um já não ser por completo um lobo e o outro já não ser completamente um homem. Olhos-de-Noite admitir que por fim volta porque queria ser líder mas não se conseguiu muito bem safar com isso fez-me sorrir e realmente pensar que este lobo não tem emenda. 

Melhor Personagem: Decidi escolher de entre as novas que apareceram e a que mais me surgiu na memória foi Esporana e Panela, essa segunda porque mal li as primeiras linhas fez-me recordar Breu quando se mascarava de Dama Timo o que me fez suspeitar de início. Mas tivemos mais oportunidade de conhecer a menestrel que no final ajuda Fitz a escapar (com uma mãozinha dos contrabandistas que me fizeram lembrar a versão Hobb de uma família de coelhos ruivos género Weasley). Não é a melhor da saga mas deste bocadinho foi a introdução mais diferente e interessante talvez.  

Pior Personagem: Hmm de um ponto de vista completamente irrelevante para a história e que estarem lá e não estarem era a mesma coisa tinha de escolher a primeira família de menestreis que Fitz encontra o Harpista Gracejo, a Mel e a Gaiteira. Essa parte só serviu para eu criar antipatia por Mel e querer começar a ler na diagonal até chegar a uma parte mais interessante.
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A Vingança do Assassino nº87 da Colecção Bang! tem como título original Assassin's Quest é da autoria de Robin Hobb e em Portugal é traduzido por Jorge Candeias e publicado pela Saída de Emergência.